Sexta-feira 19 de junho · 20:30–21:00
A poetic improvisation performance inhabiting the encounter — enchantment and disenchantment between word, silence and presence. What lies in between?
Through voice, body and a typewriter, the work creates a space where poetry happens in real time. The typewriter emerges not merely as a scenic object but as a tool for automatic writing and a physical extension of thought, allowing improvisation to materialise.
Drawing from the moment, the environment, the people and the energies inhabiting the space, poems are born without a prior script. The sound of the keys blends with breath, voice and silences, becoming a living landscape where each word is discovered at the very instant it is spoken or repeated.
The work imagines itself as a kind of ephemeral garden — a place where words are seeds scattered at random. Some bloom. Others remain unsaid. The audience is invited to witness the creative process in its raw, vulnerable and unrepeatable state.
The performance may take the form of a short concluded piece, a work in progress, or a participatory experience in which words, memories or images suggested by the audience become raw material for instantaneous poetic creation.
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Uma performance poética de improvisação que habita o encontro — encanto e desencanto entre palavra, silêncio e presença. O que está entre?
Através da voz, do corpo e de uma máquina de escrever, procuro criar um espaço onde a poesia acontece em tempo real. A máquina não surge apenas como objeto cénico, mas como ferramenta de escrita automática e extensão física do pensamento, permitindo que o improviso se materialize.
Partindo do momento, do ambiente, das pessoas e das energias que habitam o espaço, os poemas nascem sem guião prévio. O som das teclas mistura-se com a respiração, a voz e os silêncios, transformando-se numa paisagem viva onde cada palavra é descoberta no instante em que é pronunciada e/ou repetida.
Imagino este trabalho como uma espécie de jardim efémero: um lugar onde as palavras são sementes lançadas ao acaso, algumas florescem, outras permanecem por dizer. O público é convidado a testemunhar o processo de criação em estado bruto, vulnerável e irrepetível.
A proposta pode assumir a forma de uma performance curta concluída, de um estudo em desenvolvimento ou de uma experiência participativa em que palavras, memórias ou imagens sugeridas pelo público se tornam matéria-prima para a criação poética instantânea.